sexta-feira, 2 de novembro de 2012

The third side


This week we filmed my boss giving a message to some of our clients. He always gives some inspirational messages and the speech of this week really touches me because of these words – MEDIATING CONFLICTS IN MIDDLE EAST.
I don`t know why I`m really passionate for wars and for studying conflict zones. It`s not that I like seeing people fighting or in conflict. On the contrary, I wanna  understand the real reason why they are fighting for and how they can reach an agreement. In most of these conflict situations the DIFFERENCE is the point of discussion and disagreement. How tough is to see the different as another option or as a possibility or as another point of view.
Going back to the speech of my boss, he was telling about negotiation and he mentioned Willian Ury who is a Harvard teacher that has been involved in mediating conflicts for more than 20 years. He wrote a book called The third side whose aim is to teach how to negotiate in different situations ranging from family discussions to Middle East conflicts. In this book he explains that conflicts doesn`t have two sides, as we usually think, but they have three sides. One side has the A point of view, the other side has the B point of view and the third side is the people that are surrounding these two sides and that could help them in the resolution of the conflict. For instance, when we have a conflict between couples, one side is the husband, the other side is the wife and the third side is the family, the neighbors, the children that are surrounding these two sides and that can see the conflict as a whole, from a general perspective and that can help in the negotiation. This is a broader and profoundly perspective of conflicts and it teach us how can we reach a consensus taking into account what is essential for both sides.
According to Willian, conflicts can be escalated in 4 stages, latent tensions; overt conflict; power struggle and destructive violence.  When you are trying to understand or interfere in the conflict, firstly you should identify in which level it is and then you can think about the best strategies to overcome the situation. The characteristics of the first stage, latent tension, are frustrated needs, poor skills and weak relationships. In order to PREVENT the conflict in this situation you should deal with these problems. For frustrated needs you require someone who can understand the needs of that community which can be love, respect or even material things. Moreover this person called by Willian as a provider try to help people in conflict to have access to some of these needs that is lacking. The provider is an example of a role that can be assumed by someone with the aim to prevent conflicts. Willian defines 11 roles that can be important in the resolution of a conflict.

TO PREVENT  A CONFLICT (latent tensions) we need: provider, teacher and bridge builder
TO RESOLVE A CONFLICT (overt conflict) we need: mediator, arbiter, equalizer, healer
TO CONTAIN A CONFLICT (power struggle) we need: witness, referee and peacekeeper

You can check a little bit about his thoughts in his speech in a TED TALK.


I`ve also discovered that Willian is the founder of the Abraham path which is a route of walking and cultural tourism following the footsteps of Abraham across the Middle East. For more information about this movement, visit its website: http://www.abrahampath.org/about.php.


Let`s celebrate and spread peace in our surroundings!

SOURCES: http://www.thirdside.org/ - http://www.abrahampath.org/about.php - http://www.prx.org/pieces/52763-peacemaking-from-the-third-side-peace-talks-rad

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Agora é hora de dar risada!



Hoje estava assintindo a um vídeo do TED sobre o poder do sorriso. Aqueles que me conhecem um pouquinho ou que já receberam algum e-mail que eu tenha escrito sabe que sempre termina com uma simples palavra no imperativo, muitas vezes acompanhada de pontos de exclamação e um “a” longo, assim: SORRIAAAAAA!!! Imperativo porque gostaria muito que ela gerasse uma ação simples de movimento dos músculos da face, o sorriso.

Como já disse, muitos sabem desse meu hábito, mas poucos conhecem o início de tudo isso. Na verdade tudo isso começou num momento de muita tristeza, quando tive alguns problemas de ansiedade que me deixaram com alguns sintomas depressivos. Naquele momento lembrei-me de uma lição aprendida com a Julinha de BH - “Tente sorrir, mesmo quando estiver muito triste.” Isso fez parte de um curso que ela tinha feito. Tentei colocar isso em prática e acabou funcionando. Mesmo nos dias em que acordava meio triste, sem vontade de fazer nada...eu tinha o momento do ahã! de sorrir.

Como essa simples atitude provocou uma grande mundança no meu dia a dia, decidi espalhar essa ideia através das mensagens que eu mandava em e-mails, facebook, orkut...O mais incrível foi a cadeia de sorrisos e otimismo que isso gerou. Recebi e-mails dos mais diferentes tipos comentando os termo SORRIA, alguns mais emotivos, contando mudanças de vida outros mais engraçados. Percebi que esse simples gesto de lembrar ou estimular as pessoas a sorrirem poderia causar uma grande mudança na vida de quem recebia as mensagens e principalmente na minha vida. Em muitos momentos recebi e-mails de SORRIA! ou alguém me disse SORRIA! quando mais precisava ouvir essa palavra. Penso nesse momento do sorrir como a hora de lembrar que apesar de tudo que está acontecendo há muitos motivos para serem comemorados com um belo sorriso.

Quando estava na Índia fiz cursos de meditação e yoga e em um desses cursos havia a prática da risada seguindo o movimento The Laughing Club of India (encontrei-me=D!). Era o momento em que estimulávamos a risada ao máximo e aos poucos ela vinha de forma espontânea. Na cultura oriental o sorriso é a expressão de bem-estar e devemos praticá-lo mais...com os músculos da face, com a mente e com o fígado – como dizia o guru de Bali do filme Comer, Rezar e Amar.

Seguem os vídeos do The Laughing Club of India e do TED:

http://www.youtube.com/watch?v=yXEfjVnYkqM
http://www.ted.com/talks/ron_gutman_the_hidden_power_of_smiling.html

Vamos assistir a uma comédia hoje? 


Ken Robinson: Changing education paradigms | Video on TED.com

Ken Robinson: Changing education paradigms | Video on TED.com

Quais os desafios da educação nessa nova geração?


terça-feira, 17 de maio de 2011

Por dentro da estrada de terra, um mundo escondido

Esses dias estava lendo sobre as condições da educação em diferentes países e lembrei-me de um momento muito importante e especial que vivi na Incredible Índia...a visita a uma escola de vilarejo! Segue o post com o relato dessa experiência.

Depois de tanto buscar alguém que poderia me levar até uma escola de vilarejo (é preciso ir com indianos porque é um tanto quanto arriscado ir sozinha), finalmente encontrei um colega de trabalho que havia iniciado uma escola em um vilarejo próximo à cidade onde eu morava.

No caminho da escola, o senhor V.P. Upadhyay contou-me a história da fundação da escola. Seu pai havia sido um garoto cuja infância tinha sido marcada pela pobreza. Com muita dificuldade e persistência ele conseguiu se formar e se tornou PROFESSOR - título do qual muito se orgulhava. O pai do Sr. Upadhyay era um homem de visão transformadora e queria estar onde a mudança era necessária. Prestou concurso para ser professor no setor público e passou entre os primeiros lugares. Quando chegou a hora de escolher o local de atuação, havia várias opções...cidades grandes e desenvolvidas, cidades medianas em que a qualidade de vida era melhor ou vilarejos (local que muitos recusavam, mas o local em que a mudança era necessária). Ele escolheu ir para o vilarejo com o maior índice de analfabetismo e assim fazer a diferença! O Sr. Upadhyay e seus irmãos foram educados nessa escola por um bom tempo.

O pai de Upadhyay foi além na sua inquietude. Durante a revolução da independência, atuou no movimento freedom fighter. Nesse momento, abandonou a família e dedicou-se à independência da sua nação. Depois de alcançada a independência, ele retorna a casa e inicia uma mobilização para construir uma escola em um vilarejo próximo à Vadodara. Ele faleceu antes de conseguir dar muros à escola, mas seu sonho permaneceu latente.

Sr. V.P. upadhyay, seu filho, deu forma, muros e chão à esse sonho. Depois de muita luta, burocracias, entraves...surgiu a escola no vilarejo escondido aos arredores de Champaner. A escola fica localizada há alguns bons kilômetros da rodovia. O acesso é por via de estradas de terra, onde o ônibus não chega. No início, as aulas eram ministradas sob a sombra das árvores. Cadernos, livros e lousas eram objetos considerados preciosos! Aos poucos, com auxílio de verba pública e privada, foram erguidas as primeiras salas de aula e os cômodos para abrigar os alunos que vinham de outros vilarejos.

Atualmente a escola possui casas para os professores, cômodos para abrigar os alunos, salas de aula em boas condições, cozinha e banheiro comunitários. Os alunos tem um rígido sistema de educação, com atividades que iniciam às 5h e terminam às 22h. Esse sistema inclui além de atividades básicas, aulas de agronomia, limpeza do espaço físico e música.

Quando visitei a escola, conversei com algumas garotas e fiz algumas descobertas sobre a realidade nos vilarejos indianos.

-Os pais de 95% das meninas trabalharam com atividades relacionadas ao campo.
-Todas as meninas tinham pelo menos 1 irmão e a maioria possuia uma família com um grande número de membros.
-Algumas alunas já tinham fugido da escola por sentirem saudades de casa (elas voltam para casa, em média, uma vez ao mês).

O que isso significa?

-A maioria das famílias de vilarejos sobrevivem com renda proveniente das atividades agrícolas. -Planejamento familiar praticamente não existe em vilarejos. As famílias apresentam vários membros e falta educação na questão de planejamento familiar. A Índia possui a segunda maior população mundial em número absoluto.
-Muitos alunos abandonam os estudos para se dedicar ao trabalho doméstico ou no campo, contribuindo para o alto índice de analfabetismo na Índia.

Um pouco tímidas diante da presença de uma estrangeira, elas fizeram algumas perguntas sobre o Brasil e sobre minha experiência na Índia.

Ao final da minha visita elas cantaram o hino da Índia e pediram para eu cantar parte do hino brasileiro.


HINO NACIONAL
(Índia National Anthem)

JANA-GANA-MANA
(Transliteração latina)

Letra e Música: Rabindranath Tagore (1861-1941)
Composição: 1911 Adoção: 1950

Jana Gana Mana foi cantado pela primeira vez em 27 de Dezembro de 1911, em Calcutá, na sessão do Congresso Nacional Indiano.
Jana-gana-mana-adhinayaka, jaya he
Bharata-bhagya-vidhata
Punjab-Sindhu-Gujarata-Maratha-
Dravida-Utkala-Banga
Vindhya-Himachala-Yamuna-Ganga
Uchchala-Jaladhi-taranga
Tava shubha name jage
Tava shubha ashish maange
Gahe tava jaya-gatha
Jana-gana-mangala-dayaka jaya he
Bharata-bhagya-vidhata
Jaya he, jaya he, jaya he
Jaya jaya jaya, jaya he!

Tradução:

Sois o governador das mentes de todas as pessoas,
preparador do destino da Índia.
Vosso nome inflama os corações do Punjab, Sindh,
Gujarat e Maratha,
De Dravida e Orissa e Bengala;
Ecoa nas colinas de Vindhya e do Himalaia,
mescla-se na música de Jamuna e do Ganges e é
entoada pelas ondas do oceano Índico.
Eles oram por vossas bençãos e cantam em vosso louvor.
A salvação de todas as pessoas espera em vossa mão,
vós, preparador do destino da Índia.
Vitória, vitória, vitória a vós.

Eu disse ao Sr. Upadhyay que queria muito conhecer o estilo de vida dos vilarejos e para satisfazer minha curiosidade paramos em uma casa de vilarejo no caminho de volta. A casa era feita de uma mistura de barro e fibra. Há algumas casas cujas paredes são feitas de gravetos entrelaçados com fibras mais maleáveis. A casa era relativamente grande, tinha 2 quartos, cozinha e uma dispensa onde eram armazenados os grãos da colheita. O banheiro ficava do lado de fora e tinha um sistema de fossa. Na cozinha, o fogão era a lenha e as panelas eram feitas com barro cozido. 
O que mais me surpreendeu foi a escova...sim a escova de dentes! A dona da casa me deu um graveto do tamanho de uma escova de dentes e disse que usava aquilo para escovar os dentes. É um graveto ainda um pouco verde de uma planta que produz uma substância que auxilia na proteção dos dentes. Para usá-lo você deve morder um dos lados do graveto até que ele fique mais maleável (seria a parte das cerdas da escova). Achei aquilo fantástico!!! Levei alguns exemplares para casa e até tentei usar um, mas foi não obtive sucesso...é muito resistente e machuca.
Ah, e o vilarejo tinha um pequeno templo hindu onde todas as noites eles se reúniam para rezar, conversar e  contar histórias.

Por dentro da estrada de terra, um mundo escondido e uma realidade comum a uma boa parte da população indiana.

Para completar minha aventura pelos vilarejos, descobri que naquele dia da visita havia acontecido uma discussão sobre o resultado das rixas comunais entre hindus e muçulmanos. E só para ressaltar, esse conflito    é acentuado na região em que eu morava (cidade de Vadodara). Estávamos correndo riscos de estar andando pelas estradas...Mesmo depois de 7 meses  ainda não estava acostumada com essa ideia de conflitos religiosos.

Para os mais curiosos que queiram saber mais sobre o conflito:






Boa leitura!


sábado, 14 de maio de 2011

Casais chineses mantém política de filho único | euronews, mundo

Casais chineses mantém política de filho único | euronews, mundo

Relação familiar...CHINA X Brasil

Essa semana assisti a uma palestra sobre a China e em um momento o palestrante ressaltou a diferença das culturas familiares chinesa e brasileira. A diferença se baseava no grau de importância que damos aos membros da família.

Durante um curso realizado pelo palestrante foi feita a seguinte pergunta – Suponha que você está num barco com sua família. Esse barco está prestes a afundar e você poderá salvar apenas uma pessoa. Quem você salvaria? a) mãe; b) esposa/marido c) filhos

Resposta dos brasileiros – maioria respondeu c) filhos
Resposta dos chineses – maioria respondeu a) mãe

Essa observação me levou aos tempos em que morei com alguns chineses na Índia. Lembro-me bem de que Kiley, uma grande amiga chinesa, dizia que antes de você iniciar um relacionamento amoroso com seu namorado, você deve iniciar uma boa relação com sua sogra. Segundo Kiley, os chineses deixam-se levar muito pela opinião das mães e procuram namoradas que tenham perfil parecido com a mãe deles. DICA – se quer arrumar um namorado chinês, conquiste sua sogra em primeiro lugar!
Roy, outro amigo chinês e colega de apartamento, sempre mencionava sua mãe...porque minha mãe faz isso assim, porque minha mãe é assim...

Outro fato importante no que se refere ao comportamento familiar dos chineses é a questão da política de controle de natalidade: FILHO ÚNICO. A China é um país com a maior população absoluta no mundo e deve buscar cotrolar o aumento populacional. Mas você já parou para pensar como isso pode afetar o perfil da nova geração de crianças e adolescentes da China? Já pensou em comparar a árvore genealógica de chineses e brasileiros?

Se tentarmos montar a árvore genealógica de um chinês, notaremos que as relações de parentesco tio, tia e primos estão se tornando cada vez mais escassas. Isso implica dizer que um chinês que nascer daqui a uns anos não terá tios e tias, nem convívio com primos e irmãos. Essas relações familiares estão se extinguindo e como consequência toda a atenção dos pais e avós será voltada para essa única criança. Mesmo com a reforma dessa política que autoriza casais de filhos únicos a terem 2 filhos, o número de chineses (com a permissão) que querem ter um segundo filho é bem baixo. De acordo com Kiley, essa política de filho único tem resultado em uma geração de chineses cada vez mais egoísta, competitiva, pessoas com dificuldade de aprender a dividir.

Para finalizar esse post, gostaria de compartilhar a história do nascimento do irmão de um amigo chinês. Quando a mãe dele estava grávida do segundo filho ela teve que ficar escondida durante toda a gestação em uma casa nas montanhas para evitar que a obrigassem a fazer o aborto. Foram momentos de muita dor, medo, mas perseverança. Ela deu a luz ao menino e quando o governo descobriu esse segundo filho a obrigou a pagar uma multa altíssima.

Um pouco atrasado, mas ainda está valendo - Feliz dia das mães!